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A CRISE E EXEMPLOS SEMINAIS

Alguém que está comprometido com o pensamento originário e que se preocupa com o destino da humanidade e de nossa Casa Comum, deve ter a coragem de dizer: não adiantam apenas controles e regulações dos capitais financeiros e dos mercados para sairmos da crise como quer a tendência dominante.
LEONARDO BOFF

O ESPÍRITO CHEGA ANTES DO MISSIONÁRIO

Um dos efeitos do processo de mundialização – que vai muito além de sua expressão econômico-financeira – é o encontro com todo tipo de tradições espirituais e religiosas. Instaurou-se um verdadeiro mercado de bens simbólicos no qual os vários caminhos, doutrinas, cerimoniais, ritos e esoterismos são oferecidos para atender à demanda de um número crescente de pessoas, geralmente, fatigadas pelo excesso de materialismo, racionalismo, consumismo e superficialismo de nossa cultura convencional.

O VIVER MELHOR OU O BEM VIVER?

Na ideologia dominante, todo mundo quer viver melhor e desfrutar de uma melhor qualidade de vida.

ECONOMIA RASA E ECONOMIA PROFUNDA

Nos inícios dos anos 70 do século passado o filósofo norueguês, recentemente falecido, Arne Naes definiu a economia rasa como aquela que separa o ser humano da natureza e o coloca fora e acima dela, pressupondo que as coisas só possuem sentido quando úteis a ele e a economia profunda vê o entrelaçamento homem-natureza.

A CRISE E A ARROGÂNCIA DO OCIDENTE

O Ocidente está perplexo: como pode ele estar no olho da crise, se possui o melhor saber, a melhor democracia, a melhor consciência dos direitos, a melhor economia, a melhor técnica, o melhor cinema, a maior força militar e a melhor religião?

OS FILÓSOFOS E A CRISE

Curiosamente, não são poucos os analistas que vêm a crise atual para além de suas várias expressões (energética, alimentaria, climática, econômico-financeira) como uma crise da ética.

A começar pela escassez do credito.

Credito vem do latim credere que significa ter fé e confiança.

É URGENTE REVER OS FUNDAMENTOS

A conjugação das várias crises, algumas conjunturais e outras sistêmicas, obriga a todos a trabalhar em duas frentes: uma intrasistêmica buscando soluções imediatas dos problemas para salvar vidas, garantir o trabalho e a produção e evitar o colapso.

A FILOSOFIA PODE NOS AJUDAR

Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia de 2008 e um dos mais argutos críticos do curso da economia mundial, escreveu recentemente num editorial do New York Times que os próximos três a quatro meses serão, possivelmente, os mais importantes de toda a história dos EUA.
LEONARDO BOFF

FÓRUM MUNDIAL DE TEOLOGIA E LIBERTAÇÃO

Desde os seus primórdios no final dos anos 60 do século passado, este tipo de teologia nasceu no esforço de articular o discurso da fé com o discurso da sociedade na perspectiva dos oprimidos.

O BURACO PERFEITO

Ignace Ramonet, diretor do Le Monde Diplomatique e um dos agudos analistas da situação mundial, chamou a atual crise econômico-financeira de “a crise perfeita”. Putin, em Davos, a chamou de “a tempestade perfeita”. Eu, de minha parte, a chamaria de “o buraco perfeito”.

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