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DE ISRAEL


Tzipi Livni qualifica novo governo: “São ministros  de coisa alguma”
 
Israel  já tem novo governo.
 
Benjamin “Bibi” Netanyahu obteve maioria no Parlamento e assumiu.
 
Tem gabinete de trinta ministros, oito vice- ministros, o mais inchado dos 61 anos da existência do Estado Judeu.
 
Para  garantir maioria ele foi obrigado a inventar ministérios e designar alguns dos mais preparados como ministros sem pasta, sem obrigações definidas.

Tzipi Livni, líder do partido Kadima, será a líder das Oposições.
 
Língua ferina, qualificou o novo governo de gabinete de ministros de coisa alguma.
 
Criticou duramente Ehud Barak que foi seu ministro da Defesa e se juntou a Bibi. “Ela se descontrolou”, foi a reação dele.

Avigdor Evite Lieberman, líder do Partido “Israel, nossa casa”, o  terceiro maior com 15 dos 120 membros do Parlamento, exigiu e obteve o Ministério do Exterior com péssimos resultados iniciais.
 
Emigrado da União Soviética, é um do milhão de russos que vieram para Israel na fase  final da “pátria dos trabalhadores”, todos transformados em anticomunistas  pela vivencia do sistema.
 
Lieberman se destacava pelo seu extremado nacionalismo e posições antipáticas aos árabes e para eles passou a simbolizar a rejeição da hipótese de um estado palestino independente.
 
Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina e líder do Fatah com quem o governo anterior vinha negociando uma paz, reagiu com a declaração de  que negociaria com qualquer governo que tivesse a hipótese de uma paz  com a proclamação de um estado palestino ao lado de Israel e mesma terra. “Mas vejo novas dificuldades com o novo governo”.
 

Pesquisa de opinião publica no dia da posse revelou que a maioria dos israelenses estão decepcionados com o gabinete montado por Bibi.
 
Debates nos canais de televisão  entre  analistas e políticos mostravam   que se considerava  que o discurso de Bibi continha tantas ambigüidades que não permitia  uma  compreensão clara de suas posições, excetuado a afirmação do desejo de uma paz.

O governo Bibi assume quando a crise chega a Israel com toda a sua  virulência, com ameaças a empresas e desemprego a níveis socialmente insuportáveis.
 
Ele designou para titular do Tesouro (Fazenda )  um   doutor  em filosofia, ato interpretado como significando que será ele o verdadeiro ministro.
 
Bibi terá de liderar a saída da crise, negociar com os palestinos, preparar  uma  estratégia para a hipotese de ter que decidir o que fazer se o  Irã se aproximar do primeiro teste da sua bomba nuclear, que Israel   qualifica de “ameaça existencial”.

Há o fato de Obama, o presidente norte-americano, nada  ter  dito  até  hoje sobre uma política para a questão palestina.
 
As lideranças  israelenses sabem que esperar do novo governo.
 
As expectativas são de que pressionará pela implementação do principio de dois paises.
 
É significativo que em sua primeira viagem presidencial, motivada  pela reunião do Grupo dos 20, em Londres, Barak Obama irá a Praga, capital da Republica Checa,  atualmente com a presidência da União Européia e a Estrasburgo, França, para a reunião  comemorativa do aniversario da criação  da OTAN, e  a Istambul,  Turquia,  simbolizando o   compromisso de estabelecer novo dialogo e relações com o mundo muçulmano.
 
O Conselho de Relações Exteriores, conceituada instituição privada norte-americana, escreveu que “Obama espera Bibi”.
 
 
 
 
Montbläät - Um Jornal Para Entender o Brasil
Rio de Janeiro, 3 de abril de 2009
Ano V - Edição Nº 330

Autor:Nahum Sirotsky

Créditos:Luiz Affonso

Fonte:www.montblaat.com.br

Data:03/04/2009

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