Tzipi Livni, líder do partido Kadima, será a líder das Oposições.
Língua ferina, qualificou o novo governo de gabinete de ministros de coisa alguma.
Criticou duramente Ehud Barak que foi seu ministro da Defesa e se juntou a Bibi. “Ela se descontrolou”, foi a reação dele.
Avigdor Evite Lieberman, líder do Partido “Israel, nossa casa”, o terceiro maior com 15 dos 120 membros do Parlamento, exigiu e obteve o Ministério do Exterior com péssimos resultados iniciais.
Emigrado da União Soviética, é um do milhão de russos que vieram para Israel na fase final da “pátria dos trabalhadores”, todos transformados em anticomunistas pela vivencia do sistema.
Lieberman se destacava pelo seu extremado nacionalismo e posições antipáticas aos árabes e para eles passou a simbolizar a rejeição da hipótese de um estado palestino independente.
Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina e líder do Fatah com quem o governo anterior vinha negociando uma paz, reagiu com a declaração de que negociaria com qualquer governo que tivesse a hipótese de uma paz com a proclamação de um estado palestino ao lado de Israel e mesma terra. “Mas vejo novas dificuldades com o novo governo”.
Pesquisa de opinião publica no dia da posse revelou que a maioria dos israelenses estão decepcionados com o gabinete montado por Bibi.
Debates nos canais de televisão entre analistas e políticos mostravam que se considerava que o discurso de Bibi continha tantas ambigüidades que não permitia uma compreensão clara de suas posições, excetuado a afirmação do desejo de uma paz.
O governo Bibi assume quando a crise chega a Israel com toda a sua virulência, com ameaças a empresas e desemprego a níveis socialmente insuportáveis.
Ele designou para titular do Tesouro (Fazenda ) um doutor em filosofia, ato interpretado como significando que será ele o verdadeiro ministro.
Bibi terá de liderar a saída da crise, negociar com os palestinos, preparar uma estratégia para a hipotese de ter que decidir o que fazer se o Irã se aproximar do primeiro teste da sua bomba nuclear, que Israel qualifica de “ameaça existencial”.
Há o fato de Obama, o presidente norte-americano, nada ter dito até hoje sobre uma política para a questão palestina.
As lideranças israelenses sabem que esperar do novo governo.
As expectativas são de que pressionará pela implementação do principio de dois paises.
É significativo que em sua primeira viagem presidencial, motivada pela reunião do Grupo dos 20, em Londres, Barak Obama irá a Praga, capital da Republica Checa, atualmente com a presidência da União Européia e a Estrasburgo, França, para a reunião comemorativa do aniversario da criação da OTAN, e a Istambul, Turquia, simbolizando o compromisso de estabelecer novo dialogo e relações com o mundo muçulmano.
O Conselho de Relações Exteriores, conceituada instituição privada norte-americana, escreveu que “Obama espera Bibi”.
Montbläät - Um Jornal Para Entender o Brasil
Rio de Janeiro, 3 de abril de 2009
Ano V - Edição Nº 330
Autor:Nahum Sirotsky
Créditos:Luiz Affonso
Fonte:www.montblaat.com.br
Data:03/04/2009
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